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A crítica ao peripatetismo no Livro da Sabedoria da Iluminação de Suhrawardí

Silva, Mateus Domingues Da

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas 2013-05-17

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    A crítica ao peripatetismo no Livro da Sabedoria da Iluminação de Suhrawardí
  • Autor: Silva, Mateus Domingues Da
  • Orientador: Attie Filho, Miguel
  • Assuntos: Suhrawardí; Peripatetismo; Lógica; Iluminacionismo; Filosofia Árabe; Logic; Illuminationism; Peripatetism; Suhrawardí; Arabic Philosophy
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: Suhraward÷ (m. 586 H./1191 d.C.) operou uma virada no pensamento filosófico corrente entre os árabes ao desenvolver um modelo filosófico baseado em uma hierarquia descendente de luzes que constituem tudo aquilo que existe. Para estabelecer esse modelo metafísico, Suhraward÷ desconstrói a teoria do conhecimento de base aristotélica, comum entre os filósofos de seu tempo, propondo o conhecimento presencial (cilm ¬uÅr). Para tanto, Suhraward÷ criticou principalmente o conceito peripatético de definição, demonstrando sua insuficiência como modo de se conhecer algo, uma vez que o ato de classificar, sem nenhum fundamento na realidade, delimita a mesma realidade. Com efeito, Suhraward, em sua principal obra, Livro da Sabedoria da Iluminação, procurou estabelecer as linhas gerais de seu sistema filosófico, a saber: a filosofia iluminacionista. Essa obra se divide em oito tratados, sendo que os três primeiros formam um conjunto que trata da desconstrução da lógica e epistemologia peripatéticas. Entre outras coisas, Suhraward estabelece a prioridade do existente sobre a existência assim como afirma que tanto a existência como a contingência e todas as categorias aristotélicas não passam de construtos intelectuais (ictibrt caqlya), sem nenhuma realidade concreta fora do intelecto. O erro dos falsifa seguidores do peripatetismo foi ter construído toda a sua metafísica sobre entidades lógicas sem realidade concreta. Nesse sentido, Suhraward÷ procurou estabelecer uma nova epistemologia, que não está apoiada apenas na dedução, na existência ou nas categorias, optando pela recusa da teoria do conhecimento aristotélica. O verdadeiro conhecimento não é dedutivo e não pode advir da definição. É necessário abarcá-lo de uma só vez, com a experiência direta, intuição imediata (iluminação). Com o desenvolvimento de uma filosofia baseada na experiência direta, essas ideias, de base platônica, tomam conta do debate filosófico e se tornam a condição para o conhecimento.
  • DOI: 10.11606/D.8.2013.tde-29072013-102237
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
  • Data de criação/publicação: 2013-05-17
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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