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Por uma sociologia sistêmica pós-colonial das diferenças no interior da sociedade mundial moderna

Dutra, Roberto

Sociedade e estado, 2020-01, Vol.35 (1), p.259-285 [Periódico revisado por pares]

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Citações Citado por
  • Título:
    Por uma sociologia sistêmica pós-colonial das diferenças no interior da sociedade mundial moderna
  • Autor: Dutra, Roberto
  • É parte de: Sociedade e estado, 2020-01, Vol.35 (1), p.259-285
  • Descrição: Resumo As aproximações entre os pressupostos epistemológicos e ontológicos da teoria social de Niklas Luhmann e das abordagens pós-coloniais têm sido ressaltadas e desenvolvidas na última década. No âmbito das teorias pós-coloniais, o ponto de vista pós-fundacionalista leva à desconstrução dos discursos hegemônicos e eurocêntricos sobre a modernidade, operando uma observação crítica das operações cognitivas e práticas que constroem, num registro essencialista, identidades e casos nacionais baseados nas autocompreensões (neo)colonialistas dos países ditos centrais ou desenvolvidos. Na medida em que a teoria social de Niklas Luhmann parte de pressupostos ontológicos e epistemológicos muito semelhantes, poder-se-ia esperar uma abordagem desconstrutivista também em sua teoria da sociedade moderna, mas, até agora, prevalece quase unânime a percepção de que a concepção luhmanniana de sociedade mundial é incorrigivelmente eurocêntrica. Pode sua teoria da sociedade mundial não ser eurocêntrica? Apoiando-se em debates mais recentes e menos ortodoxos sobre esta teoria, defende-se nesta comunicação a tese de que a teoria da sociedade mundial de Luhmann pode ser recepcionada em favor da crítica ao discurso hegemônico e eurocêntrico sobre a modernidade. Abstract The approximations between the epistemological and ontological assumptions of Niklas Luhmann’s social theory and postcolonial approaches have been emphasized and developed in the last decade. In the context of postcolonial theories, the post-foundationalist point of view leads to the deconstruction of hegemonic and eurocentric discourses on modernity, operating a critical observation of cognitive and practical operations that build, in an essentialist register, national identities and cases based on self-(neo)colonialist understandings of the so-called central or developed countries. To the extent that Niklas Luhmann’s social theory starts from very similar ontological and epistemological assumptions, one might expect a deconstructive approach also in his theory of modern society, but until now prevails almost unanimously the perception that the Luhmannian conception of world society is incorrigibly eurocentric. Can this theory of world society not be eurocentric? Relying on more recent and less orthodox debates on this theory, it is argued in this communication that Luhmann’s theory of world society can be adopted in favor of criticism of the hegemonic and eurocentric discourse on modernity.
  • Idioma: Português

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