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A elevação subclínica do hormônio estimulante da tireoide não compromete os resultados dos procedimentos de reprodução assistida

Coelho Neto, Marcela De Alencar

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto 2015-07-15

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    A elevação subclínica do hormônio estimulante da tireoide não compromete os resultados dos procedimentos de reprodução assistida
  • Autor: Coelho Neto, Marcela De Alencar
  • Orientador: Navarro, Paula Andrea de Albuquerque Salles
  • Assuntos: Aborto; Nascido Vivo; Injeção Intracitoplasmática De Espermatozoide; Infertilidade Feminina; Fertilização In Vitro; Tireotropina (Tsh); In Vitro Fertilization; Icsi; Live Birth; Miscarriage; Female Infertility; Thyrotropin (Tsh)
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: Introdução: A importância dos níveis pré-concepcionais de hormônio estimulante da tireoide (TSH) em pacientes inférteis submetidas à estimulação ovariana controlada (EOC) para técnicas de reprodução assistida (TRA) permanece controversa. O hipotireoidismo subclínico pode aumentar a morbidade obstétrica e neonatal. Ainda não existe consenso entre endocrinologistas e ginecologistas em relação ao rastreio de doença tireoidiana por meio da medida do TSH em pacientes inférteis, nem em relação aos valores de corte para o TSH no hipotireoidismo subclínico (se devem ser <2,5mIU/L ou <4,0/4,5mIU/L). Avaliar o potencial impacto das diferentes concentrações de TSH nos resultados reprodutivos de pacientes submetidas à EOC para tratamentos com TRA é um importante passo para se estabelecerem políticas de rastreio e abordagens terapêuticas adequadas. Objetivo: Comparar resultados reprodutivos de pacientes submetidas à EOC para fertilização in vitro (FIV)/injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), de acordo com as diferentes concentrações de TSH (<2,5 mIU/L; 2,5 a 4,0 mIU/L; >4,0 e <10,0 mIU/L; pacientes em uso de levotiroxina, independente dos níveis de TSH). Pacientes e Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectiva avaliando mulheres submetidas à FIV/ICSI no Laboratório de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012, que apresentavam concentração sérica de TSH descrita em prontuário médico. Foi considerado hipotireoidismo subclínico quando as concentrações de TSH eram de 4,0 mIU/L e <10,0 mIU/L em pacientes assintomáticas, que foram separadas em quatro grupos (TSH <2,5mIU/L; TSH 2.5 e <4,0mIU/L; 4mIU/L e <10mIU/L; em uso levotiroxina). Os desfechos primários avaliados foram: taxa de gestação clínica, de nascidos vivos, de gravidez múltipla e de abortamento. Os desfechos secundários analisados foram: dose total de FSH utilizada e duração da EOC, número de oócitos captados e número de oócitos maduros. Resultados: Das 787 pacientes que realizaram ciclos de FIV/ICSI no período do estudo, 727 foram incluídas na análise. A prevalência de hipotireoidismo subclínico encontrada foi de 15,13%. Sessenta pacientes foram excluídas, pois não havia registro de concentrações de TSH em seus prontuários. Não houve diferença estatisticamente significativa em relação às taxas de gravidez de clínica, nascidos vivos, gestação múltipla e abortamento, entre os grupos estudados. Também não foi detectada diferença significativa na resposta à EOC nos grupos avaliados. Conclusão: A taxa de nascido vivo e de abortamento e a resposta à EOC das mulheres com hipotireoidismo subclínico após FIV/ICSI não foram prejudicadas. Estes achados reforçam as incertezas relacionadas ao impacto das concentrações de TSH nos resultados reprodutivos de mulheres submetidas à EOC para TRA, principalmente em pacientes com concentrações de TSH entre 2,5 e 4,0 mIU/L, e tabém a ausência de dados confiáveis que justifiquem diminuir o limite do TSH para 2,5 mIU/L para a definição de hipotireoidismo subclínico.
  • DOI: 10.11606/D.17.2016.tde-09092015-190433
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Data de criação/publicação: 2015-07-15
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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