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Associação da Apneia Obstrutiva do Sono com a Lesão de Órgãos-Alvo: Comparação entre Hipertensos não Resistentes e Resistentes

Cabrini, Mayara Longui

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina 2021-06-30

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Associação da Apneia Obstrutiva do Sono com a Lesão de Órgãos-Alvo: Comparação entre Hipertensos não Resistentes e Resistentes
  • Autor: Cabrini, Mayara Longui
  • Orientador: Drager, Luciano Ferreira
  • Assuntos: Apneia Obstrutiva Do Sono; Prognóstico; Pressão Arterial; Órgãos-Alvo; Hipertrofia Ventricular Esquerda; Hipertensão; Hypertension; Hypertrophy Left Ventricular; Prognosis; Arterial Pressure; Sleep Apnea Obstructive; Target Organs
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Descrição: Introdução: A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) está frequentemente associada com a hipertensão arterial (HAS), especialmente no subgrupo de pacientes com a hipertensão resistente (HR). No entanto, não está claro se a AOS associa-se com a lesão de órgãos-alvo (LOA) tanto em pacientes com hipertensão não resistente (HNR) quanto em pacientes com HR. Objetivos: O objetivo primário do estudo foi avaliar a associação da AOS com a presença de LOA em pacientes com HNR e HR. Os objetivos secundários foram a avaliação do comportamento da PA de consultório, e pela monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), pressão central e dados de composição corporal por bioimpedância destes pacientes. Métodos: Foram recrutados casos consecutivos de pacientes com HNR e HR que estavam em acompanhamento regular no ambulatório de Hipertensão e que aceitaram participar do estudo. Todos os pacientes realizaram as seguintes avaliações sem o conhecimento prévio sobre a classificação da HAS e da AOS: 1) medidas padronizadas de PA de consultório; 2) MAPA; 3) ecocardiograma transtorácico; 4) medidas de pressão central e velocidade da onda de pulso (VOP), para avaliação da rigidez arterial; 5) avaliação oftalmológica; 6) exames laboratoriais de sangue e de urina; 7) bioimpedância. A HNR e a HR foram definidas de acordo com as diretrizes vigentes. Todos os pacientes foram submetidos à monitorização do sono com a poligrafia portátil (Embletta Gold®) para o diagnóstico de AOS. Definimos a AOS por um índice de apneia e hipopneia (IAH) 15 eventos/hora. Os pacientes foram então distribuídos em quatro grupos: pacientes HNR sem AOS (HNR-AOS); pacientes HNR com AOS (HNR+AOS); pacientes HR sem AOS (HRAOS) e pacientes HR com AOS (HR+AOS). As LOA foram definidas de acordo com: 1) Presença de hipertrofia do ventrículo esquerdo (de acordo com o valor do índice de massa indexado do ventrículo esquerdo, para mulheres > 95 e para homens > 115); 2) aumento da rigidez arterial (velocidade da onda de pulso, VOP, acima de 10 m/s); 3) retinopatia hipertensiva (de acordo com classificação retinopatia em graus de nenhuma, leve, moderada e malígna); 4) nefropatia hipertensiva (relação albumina/creatinina >30mg/g em amostra de urina isolada e/ou taxa de filtração glomerular estimada <60 (ml/min/1,73m2 ). Uma análise de regressão logística foi elaborada para determinar os fatores independentemente associados com a LOA nestes pacientes. Resultados: Foram avaliados 100 indivíduos com idade média de 54±8 anos, 65% do sexo feminino, índice de massa corpórea (IMC) 30,4±4,5 Kg/m², 38% da raça branca; IAH médio: 15.1 [7.9; 24.0]. Como esperado, os pacientes com HR estavam em uso de mais classes de medicamentos anti-hipertensivos do que os HNR (HNR- xvii AOS: 2.0 [2.0; 3.0]; HNR+AOS: 2.0 [1.0; 3.0]; HR-AOS: 5.0 [4.0; 5.0]; HR+AOS: 5.0 [4.0; 5.0]) e com níveis pressóricos maiores. Em pacientes com HR, houve uma maior frequência de hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE) pelo ecocardiograma transtorácico, sendo ainda maior na associação da HR com a presença da AOS (HNR-AOS: 28%; HNR+AOS: 32%; HR-AOS: 61%; HR+AOS: 87%). A variável de análise da VOP 10m/s não foi diferente entre os grupos. Na análise oftalmológica, a presença da retinopatia hipertensiva foi numericamente superior nos pacientes com HR em relação aos HNR, porém sem alcançar significância estatística. A presença da AOS não esteve associada com maior aumento da retinopatia hipertensiva nos pacientes com HNR e HR pela avaliação realizada (HNRAOS:59%; HNR+AOS:46%; HR-AOS:76%; HR+AOS:56%), e nem à nefropatia hipertensiva (HNR-AOS:4%; HNR+AOS:14%; HR-AOS:30%; HR+AOS:17%). A pressão arterial sistólica (PAS), tanto na medida de consultório quanto pela MAPA, medida da vigília, foi maior nos grupos de HR, porém não houve diferença na comparação entre os grupos com e sem AOS. Na medida de consultório a PAS foi maior nos pacientes HR do que nos HNR sem a presença da AOS (HNR-AOS (131±17mmHg) vs. HR-AOS (147±26mmHg), p=0,017); os valores de PAS da vigília pela MAPA, tiveram o mesmo comportamento, os maiores valores foram obtidos nos grupos de HR: HNR-AOS:124±12mmHg; HNR+AOS:119±23mmHg; HRAOS:131±17mmHg; HR+AOS:131±16mmHg. Na análise da medida de pressão central, na medida de pressão sistólica (PS) da aorta e pressão diastólica (PD) da aorta, os maiores valores apresentados foram no grupo de HR-AOS (141±26mmHg; 96±20mmHg, respectivamente) e obtiveram valor de p=0,028 e p=0,021 na comparação entre os grupos HR-AOS x HNR-AOS. Considerando toda a amostra de pacientes estudados, a análise de regressão logística mostrou que HR (OR: 8,43; IC 95%: 2,51-28,37; p<0,001) e AOS (OR: 4,67; IC 95%: 1,24-17,62; p=0,023) foram independentemente associados com HVE. Porém, nenhuma associação significativa com AOS foi observada para as outras LOA. Conclusão: Os dados sugerem que a HR e a AOS estão associadas de forma independente com a HVE. Estes dados corroboram para um potencial papel da AOS no prognóstico de pacientes com HR.
  • DOI: 10.11606/T.5.2021.tde-28092021-104937
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina
  • Data de criação/publicação: 2021-06-30
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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