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Estudo histológico dos efeitos da lesão com laser diodo 980 nm e 1470 nm em pregas vocais de coelhos

Neri, Larissa

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina 2018-12-11

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Estudo histológico dos efeitos da lesão com laser diodo 980 nm e 1470 nm em pregas vocais de coelhos
  • Autor: Neri, Larissa
  • Orientador: Imamura, Rui
  • Assuntos: Cicatrização; Coelhos; Colágeno; Laringe; Prega Vocal; Lasers; Vocal Cord; Rabbits; Laser; Larynx; Collagen; Wound Healing
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Descrição: INTRODUÇÃO: Os lasers têm sido utilizados em microcirurgia de laringe, permitindo corte e coagulação simultâneos que, em alguns casos, pode favorecer uma cirurgia exangue e mais precisa. Do ponto de vista vocal, o resultado cirúrgico ideal é aquele em que a lesão é removida com menor dano possível ao tecido adjacente, já que uma cicatrização inadequada da prega vocal pode resultar em disfonia de difícil reparação. O dano colateral dos lasers nos tecidos depende, entre outros fatores, do tipo de laser e de seu comprimento de onda. O laser diodo, quando comparado aos lasers mais utilizados em microcirurgias de laringe, tem como vantagens ser portátil, silencioso, transmite radiação através de uma fibra óptica fina e flexível o que facilita a manipulação do instrumento pelo cirurgião. Entretanto, as reações cicatriciais causadas pelo uso dos diferentes comprimentos de onda do laser diodo (980 nm e 1470 nm) nas pregas vocais ainda não foram estudadas. OBJETIVO: O objetivo desta pesquisa é estudar os efeitos histológicos da variação do comprimento de onda do laser de diodo de 980 nm e 1470 nm, no processo de cicatrização de pregas vocais de coelhos, em 7 e 30 dias após a lesão. MÉTODO: Vinte coelhos machos da raça New Zealand foram distribuídos aleatoriamente em quatro grupos, com cinco animais em cada grupo. Em cada prega vocal foi realizada uma única lesão por 7 segundos, através do contato da ponta da fibra do laser com a superfície do tecido. De um lado, o laser foi ajustado ao comprimento de onda de 980 nm e na prega vocal contralateral 1470nm. Nos grupos I e III, o modo de entrega de energia foi pulsado, enquanto que, nos grupos II e IV, foi contínuo. Após 30 dias (grupos I e II) e 7 dias (grupos III e IV) as laringes foram excisadas e submetidas a coloração com hematoxilina-eosina, além de coloração para colágeno e elastina. A análise histológica realizada foi quantitativa e subjetiva. RESULTADOS: Com o uso do laser diodo foi observado que o tecido apresentava sinais de manipulação (presença de reepitelização e presença de tecido de granulação com fibroblastos). Não foram observadas formações de úlceras, bolhas ou necrose. A extensão linear da lesão fibrótica apresentou diferença significativa, entre os dois comprimentos de onda, sendo maior no laser 980nm, que receberam feixes de laser no modo pulsado, em coelhos sacrificados 7 dias após a lesão. A densidade das fibras colágenas apresentou-se elevada ao uso do laser 1470 nm no mesmo grupo de animais. CONCLUSÃO: O uso de laser diodo demonstrou maior extensão da lesão fibrótica (laser 980 nm, modo pulsado) e maior densidade de colágeno (laser 1470 nm, modo pulsado), em animais na fase inicial (7 dias) da cicatrização. No entanto, ao analisarmos a evolução da cicatrização, tal padrão não fora observado ao longo dos 30 dias. Desta forma, a variação do comprimento de onda do laser diodo, não causou diferenças histológicas significativas na cicatrização inicial
  • DOI: 10.11606/T.5.2019.tde-16042019-115121
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina
  • Data de criação/publicação: 2018-12-11
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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