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Produção embrionária utilizando touros de alta e baixa fertilidade

Zanatta, Guilherme Machado

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia 2019-10-18

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Produção embrionária utilizando touros de alta e baixa fertilidade
  • Autor: Zanatta, Guilherme Machado
  • Orientador: Baruselli, Pietro Sampaio
  • Assuntos: Embriões; Fertilidade; Iatf; Touros; Bulls; Embryos; Fertility; Tai
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: O presente estudo objetivou compreender a diferença da fertilidade de touros em programas de inseminação artificial. Para isto, foram realizados quatro experimentos para avaliar a fertilização e qualidade embrionária na IA, SOV e PIVE de touros de alta e baixa fertilidade. No experimento 1, foram utilizados três touros de alta fertilidade e três touros de baixa fertilidade (Concept Plus, Alta Genetics) para avaliar diferentes momentos da IATF (48h e 54h após a retirada do dispositivo de P4). Um total de 522 vacas da raça Nelore receberam um protocolo de sincronização a base de P4+E2, com CE como indutor de ovulação. No momento da primeira IATF (48h após a retirada do dispositivo de P4) metade das vacas foram inseminadas (Grupo 48h) e a outra metade foi inseminada seis horas mais tarde (Grupo 54h), com os seis touros nos dois momentos. O diagnóstico de gestação por ultrassonografia foi realizado 30 dias após a IATF. Os dados foram analisados pelo procedimento GLIMIX do SAS. Foi verificado efeito da fertilidade do touro [Alta = 49,2% (128/260) vs Baixa = 35,9% (94/262); P=0,002] na taxa de prenhez à IATF. Entretanto, não foi verificado efeito do momento da IATF [G48h = 41,4% (109/263) vs G54h = 43,6% (113/259); P=0,66], bem como interação fertilidade*momento (P=0,55) sobre a taxa de prenhez à IATF. Nos experimentos 2A, 2B e 2C, objetivou-se avaliar a taxa de prenhez à IATF e a qualidade embrionária na IATF, SOV e PIVE de touros de alta e baixa fertilidade. Foram utilizados três touros de alta e três touros de baixa fertilidade (ST Repro). A mesma partida de cada touro foi utilizada em todas as biotecnologias. No experimento 2A, foram sincronizadas 562 vacas com o mesmo protocolo do experimento 1. Sete dias depois da IATF as vacas foram distribuídas em dois grupos: colheita do embrião (GC; n=301) e taxa de prenhez (GP; n=261). As vacas do GC foram submetidos à colheita de embriões pelo método não cirúrgico e o GP foi submetido ao diagnóstico de gestação 30 dias após a IATF. No experimento 2B, foram realizadas 60 superovulações com duas IATF 12h e 24h após a aplicação do GnRH. As colheitas dos embriões foram realizadas 7 dias após o GnRH. No experimento 2C, foram utilizados ovários provenientes de abatedouro para PIVE. Para a distribuição dos touros na FIV (D0), os oócitos foram randomizados homogeneamente de acordo com a qualidade. Foram analisadas as taxas de clivagem, de blastocistos sobre oócitos totais e de blastocistos sobre clivados. Os dados foram analisados pelo teste exato de Fisher e pelo procedimento GLIMMIX do SAS. No experimento 2A não se verificou efeito na taxa de recuperação de embriões conforme a fertilidade do touro [Alta = 39,7% (50/126) vs Baixa = 35,9% (46/128); P=0,50]. Entretanto, houve diferença na taxa de fertilização [Alta = 98,0% (49/50) vs Baixa = 78,2% (36/46); P=0,01] e na taxa de viabilidade [Alta = 88,0% (44/50) vs Baixa = 60,8% (28/46); P<0,01]. No GP houve efeito na taxa de prenhez à IATF [Alta = 54,6% (71/130) vs Baixa = 41,2% (54/131); P=0,03]. No experimento 2B houve diferença na taxa de fertilização [Alta = 59,0% (154/261) vs Baixa = 42,7% (102/239); P=0,04], na viabilidade sobre oócitos totais [Alta = 54,0% (141/261) vs Baixa = 38,9% (93/239); P=0,05], mas não houve diferença na taxa de embriões viáveis sobre os fertilizados [Alta = 91,6% (141/154) vs Baixa = 91,2% (93/102); P=0,9]. No experimento 2C, não houve diferença na taxa de clivagem [Alta = 82,1% (619/754) vs Baixa = 81,9% (584/713); P=0,9), na taxa de blastocisto sobre oócitos totais (Alta = 21,5% (160/754) vs Baixa = 21,9% (152/693); P=0,9) e taxa de blastocisto sobre estruturas clivadas (Alta = 25,8% (160/619) vs Baixa = 26,0% (152/584); P=0,9). Sendo assim, o atraso no momento da IATF não aumentou a taxa de prenhez à IATF em touros de baixa fertilidade. Ainda, touros de alta fertilidade apresentaram maior fertilidade na IATF (aumento na taxa de fertilização, qualidade embrionária e taxa de prenhez) e na SOV (aumento na taxa de fertilização e qualidade embrionária). Entretanto, essas diferenças entre touros de alta e baixa fertilidade não foram evidenciadas na PIVE.
  • DOI: 10.11606/D.10.2020.tde-22112019-120357
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
  • Data de criação/publicação: 2019-10-18
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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